Um pouco de astrologia e relacionamentos caóticos (e você, pra completar)

É um texto grande e muito pessoal, e eu já peço desculpas por isso.


Nunca fui boa para fazer amigos e sempre duvidei da veracidade daquela frase "a amizade é um amor que nunca morre". Pra mim, sempre foi o contrário. Às vezes distância, as vezes um desentendimento, às vezes a vida. O fato é que sempre existiu uma pedrinha no meio do caminho que me fazia quebrar toda a confiança e o amor um dia depositados em alguém. Daí, depois de tantas decepções e tapas na cara eu desisti de fazer amigos e até hoje, tem dias em que o cobertor cobre só até metade da perna e eu insito em ficar em casa, me entupindo de brigadeiro e dizendo o quão a vida é injusta por me fazer só.

Eu também nunca soube me portar num relacionamento, sejamos honestos. Meu mapa astral tem o sol em leão e a lua em capricórnio. Vênus? Virgem. Pensa numa pessoa que adora falar de si, pensa no seu próprio futuro e quando o assunto é amor, implica implica implica. Quero beijos, mas não demais. Quero carinho, mas não demais. Quero mensagem fofa no celular, mas não demais. Quero e não quero, num vai e vem infinito. Quero estar só, mas quero alguém que esteja disposto a vir quando eu bem quiser, quando a carência falar mais alto e tiver chovendo lá fora.

Hoje eu tô assim, confesso: carente. Já fiz de tudo para desviar meu pensamento, até porque o orgulho vive batendo na porta para falar "sério que você vai fazer isso? Seja superior!". Engulo calada. Já tentei ver um filme, não fui nem até os trinta primeiros minutos. Já tentei escrever e tudo ficou uma porcaria. Até o brigadeiro, aquele que eu sou craque, ficou ruim. Hoje é um daqueles dias que eu trocava tudo pra ficar dentro de um abraço. De preferência, no seu.

E é engraçado, porque mesmo com essa pompa de "eu me basto", você quebrou minhas pernas no primeiro beijo. Sorrio olhando nossas fotos juntos e te quero mais do que qualquer outra pessoa, ao meu lado. Você, justo meu inferno astral, me mostrou que vidas e pessoas completamente opostas podem sim conviver juntas. Juntinhas. E bem.

Você, que tem tantos amigos e acredita em bons corações, mostrou que às vezes (ou sempre, se possível) a gente tem que confiar. Tem que se entregar, deixar-se levar de peito e alma abertos. A vida tá cheia de experiência e gente e momentos lindos que só precisam da nossa coragem de dar o próximo passo. Pois é, você me mostrou que guardar vontades dentro do peito pode causar nó na garganta, asfixia e morte imediata. Você me mostrou que viver à espreita, sempre de olhos abertos e a mãos prontas para se defender, é viver temendo. E viver temendo é viver em vão.

E eu, que morria de medo de me entregar te dei sem nem revidar meu bem mais precioso: meu coração.

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